Certo dia, ajudando seu filho de três anos, que estuda em uma escola particular de Pernambuco, a fazer a lição de casa, Aline Lopes, de 30 anos, se deparou com os seguintes enunciados no livro didático recomendado pela escola:

Créditos: reprodução livro didático

Reprodução do exercício do livro didático da Editora Formando Cidadãos

Créditos: reprodução livro didático

Reprodução do exercício do livro didático da Editora Formando Cidadãos

Em post no Facebook, Aline postou imagens da lição com a seguinte legenda: "Tarefa de casa de​ Nauã, três anos de idade. Encontre o erro."

Tarefa de casa de​ Nauã, 3 anos de idade. Encontre o erro.

Posted by Aline Lopes on Sunday, May 28, 2017

Em outro post, anterior, ela comentou o assunto, sob a perspectiva de uma mãe branca que começou a vivenciar o racismo através da experiência da maternidade.

"Tive de começar a sentir o peso do racismo dentro da minha casa depois que os meus dois filhos nasceram. Aymê, de cinco anos, e Nauã, de três, são duas crianças negras. Desde então, eu tenho de lidar com coisas desagradáveis, as quais nunca passei na minha infância".

Confira o post na íntegra:

Os posts tiveram mais de 460 compartilhamentos e repercutiram na imprensa nacional pelo teor racista das representações propostas pelo enunciado.

Aline ainda relatou que, em conversa com o colégio particular do filho, a direção da instituição informou à ela que a não compactuava com nenhum tipo de preconceito, mas que não seria possível deixar de usar o livro por conta do contrato firmado com a editora.

A editora responsável pelo livro compartilhou em seu Facebook uma nota sobre o assunto:

  • Fica a pergunta: o que fazer quando a escola naturaliza o racismo? Leia mais:

O que fazer quando a escola naturaliza o racismo e a escravidão?