Saber ouvir. E por "ouvir", é preciso entender que a criança se comunica não só verbalmente, mas também - e, em alguns casos, principalmente - pelo corpo, pelo olhar, pelos gestos.

"O professor infantil precisa ser um observador atento das diversas linguagens da criança. Além disso, ele precisa saber ouvir", é o que defende a educadora Leninha, em um texto em primeira pessoa compartilhado no site Gestão Escolar, que compartilha boas práticas em educação e depoimentos de profissionais dividindo angústias e inspirações da lida diária com os pequenos.

"Precisamos de um professor cada vez mais 'autor' e autônomo", defende educadora.

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"Precisamos de um professor cada vez mais 'autor' e autônomo", defende educadora.

O texto compartilha também um trecho de crucial importância do documento a Base Nacional Comum Curricular, colocado recentemente em consulta pública:

"Os Campos de Experiência colocam, no centro do projeto educativo, as interações, as brincadeiras, de onde emergem as observações, os questionamentos, as investigações e outras ações das crianças articuladas com as proposições trazidas pelos/as professores/as. Cada um deles oferece às crianças a oportunidade de interagir com pessoas, com objetos, com situações, atribuindo-lhes um sentido pessoal".

A questão traz à tona a importância de os professores manterem uma escuta ativa das crianças, e de serem autores de suas próprias ideias de experimento, partindo do princípio de que a criança aprende em tudo o que faz. "Hoje, me pergunto quantas vezes não aconteceram propostas bacanas desse jeito, não porque os professores não observaram a turma, mas porque já existia um planejamento e não houve abertura para flexibilizá-lo, levando em consideração o que encanta os pequenos", problematiza Leninha.

Para ler o depoimento da educadora na íntegra, clique aqui.

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