Cof! Cof ! Cof!

Cuidado, um bebê não está preparado para ter a sua tosse. [1]

Este é o mote da campanha de prevenção contra a coqueluche da GSK Vacinas. Isso porque a principal fonte de infecção nos recém-nascidos é a própria família, que transmite a doença por meio de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou ao falar.[2,3]

De acordo com artigo científico publicado na revista Vaccine, as mães foram responsáveis em 39% dos casos de transmissão da coqueluche para o recém-nascido, os pais em 16% dos casos, os irmãos em 16% a 43%, e os avós em 5% dos casos.[3]

Dados do Ministério da Saúde informam que em 2015 houve 1.850 casos de coqueluche no Brasil em indíviduos menores de 1 ano de idade, sendo que 88,6% dos casos ocorreram em bebês menores de 6 meses.[4]  No mesmo ano também ocorreram 35 óbitos entre os casos confirmados de coqueluche, com 94,3% concentrados nos indivíduos menores de 6 meses de idade.[4] Por ainda ser causa de mortalidade infantil, a gerente médica de vacinas da GSK, Bárbara Furtado, afirma que “a coqueluche ainda é um problema de saúde pública”.[5]

Bárbara explicou ao Catraquinha que a doença evolui em três fases contínuas: “a fase catarral inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca. Em seguida, há acessos de tosse seca contínua.[2] Já na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar.[2] Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum”, diz.[2]

Em parceria com a GSK, o Catraquinha listou informações importantes para ficar atento e manter a coqueluche longe dos bebês e crianças.

 Essa é uma campanha de conscientização sobre a coqueluche, desenvolvida pela GSK. Por favor, consulte seu médico.

Referências

1.       BRASIL. Ministério da Saúde. Coqueluche no Brasil: análise da situação epidemiológica de 2010 a 2014.  Boletim Epidemiológico, 49(39), 2015. 8p. Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/dezembro/08/2015-012---Coqueluche-08.12.15.pdf>. Acesso em: 17 abril. 2017.

2.       FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Coqueluche: sintomas, transmissão e prevenção. Disponível em: < https://www.bio.fiocruz.br/index.php/coqueluche-sintomas-transmissao-e-prevencao>. Acesso em: 6 abr. 2017.

3.       WILEY, KE. et al. Sources of pertussis infection in young infants: A review of key evidence informing targeting of the cocoon strategy. Vaccine, 31(4): 618-25, 2013.

4.       BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim epidemiológico – situação epidemiológica da coqueluche – Brasil 2015. Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2016/setembro/15/2016-025---Coqueluche-publica----o.pdf>. Acesso em: 18 Abr. 2016

5.       BRASIL. Portal Brasil. Saiba como a coqueluche é transmitida e como se prevenir. Disponível em: < http://www.brasil.gov.br/saude/2014/11/saiba-como-a-coqueluche-e-transmitida-e-como-se-prevenir>. Acesso em: 6 abr. 2017.

6.       BRASIL. Portal da saúde. Calendário nacional de vacinação 2017. Disponível em: < http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/197-secretaria-svs/13600-calendario-nacional-de-vacinacao >. Acesso em: 03 fev. 2017.

7.       CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Causes and transmission. Disponível em: <http://www.cdc.gov/pertussis/about/causes-transmission.html>>. Acesso em: 18 Abr. 2017

8.       HONG, J. et al. Update on pertussis and pertussis immunization. Korean J Pediatr, 53(5): 629-633, 2010

9.       WENBELBOE, A. Transmission of bordetella pertussis to young infants. Pediatr Infects Dis J, 26(4):293-299, 2007.