O uso de bonecos e fantoches nas interações com as crianças geram encantamento e diversão. Mas o trabalho de um estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) tem mostrado que, com crianças autistas, a utilização dessas ferramentas pode oferecer aprendizado e melhora em seu desenvolvimento.

De acordo com informações do portal G1, Roceli Lima, estudante de doutorado em Informática da Educação, usou recursos tecnológicos e criou fantoches eletrônicos. Os brinquedos são ideais para as atividades de educação inclusiva e podem estimular a comunicação e a sociabilização de crianças com autismo ou paralisia cerebral.

Créditos: Gustavo Diehl/UFRGS

Pesquisador desenvolveu fantoches eletrônicos para a educação inclusiva

O trabalho de Roceli está em uso em uma escola pública de Porto Alegre, e o estudante relata a experiência com um menino autista de 12 anos: “Iniciei a atividade usando um fantoche comum, sem componentes eletrônicos. Durante a contação da história, o garoto prestava atenção e depois desviava o olhar. Mas, quando eu usei o fantoche eletrônico, o garoto não tirava o olho”.

O uso do brinquedo ajudaria crianças com esse perfil a externalizar seus sentimentos e exercitar o afeto. E os resultados já começam a aparecer: a professora do garoto, Beatriz Vergara, contou à reportagem que o menino demonstra mais empolgação em sala de aula e predisposição para escrever.

Créditos: Gustavo Diehl/UFRGS

A ideia é que o invento se transforme em um kit comercializável

Roceli diz, também, que sua ideia é transformar o fantoche em um kit comercializável para escolas e instituições por meio de edital. Leia a notícia na íntegra aqui.

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