Trabalhar a comunicação, os vínculos e outras competências desde o início da vida é fundamental para a criança com autismo. Importante também é entender que não se deve fechar um prognóstico. É o que defende a psicanalista francesa Marie-Christine Laznik, convidada para a jornada Inquietações Contemporâneas: Autismo, Psicose na Infância e Sexualidade Feminina, em entrevista ao jornal Zero Hora.

À publicação, a especialista defende que, com intervenções em bebês no primeiro ano de vida, é possível reverter o autismo: “Segundo o neurocientista brasileiro-americano Ami Klin, o terrível é que o prognóstico depende muito da idade em que se começam os atendimentos. Para ele, deve-se intervir antes de dois anos, mas ele próprio imagina a possibilidade de uma reversão completa do quadro antes de um ano”.

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Psicanalista comenta seu trabalho com autismo

A psicanalista também fala da importância de enxergar o autismo como uma condição que não é necessariamente uma deficiência. Ela cita exemplos de personalidades como o autor Lewis Carroll, de “Alice no País das Maravilhas”, Bill Gates, Newton e Einstein.

Marie-Christine diz ainda que um dos maiores equívocos em se tratando de autismo é achar que a mãe é responsável pela condição: “Desde o início, o bebê com risco de autismo tende a se fechar de tal forma que os esforços da mãe para entrar em contato com ele vão de encontro a uma parede. Incriminar as mães não só não faz sentido como vem reforçar a culpabilidade inata que cada uma de nós, mães, tende a sentir quando nossos filhos têm qualquer problema. Esta acusação é não somente falsa como contraproducente, porque faz a mãe perder a criatividade que precisa para ajudar a tratar seu filho”.

Leia a entrevista na íntegra aqui.

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