No dia 4 de agosto, quinta-feira às 14h, o Parque Augusta, localizado na região central de São Paulo, receberá um “Abraço coletivo” das crianças e vizinhos. O evento conta com o apoio da Virada da Educação e terá a participação das crianças alunas das escolas municipais de educação infantil da região. Uma banda de maracatu conduzirá o cortejo. “Hoje, apesar de homologado como parque, o espaço encontra-se fechado correndo um sério risco de virar mais um empreendimento imobiliário contra a vontade da população”, afirma a Cristiana Engelmann bióloga e moradora da região .

“Não há parques nessa região e o Parque Augusta é o último remanescente Mata Atlântica no coração de São Paulo”, completa.  Cristiana é mãe de um menino de quatro anos e para ela, é essencial promover e estimular o contato da criança com a natureza.

Uma das últimas áreas verdes da região central da cidade.

Créditos: divulgação

Uma das últimas áreas verdes da região central da cidade.

Entenda o caso

A área de 24 mil m²é alvo de disputa há anos entre construtoras e moradores da região Em 2015, o Parque foi ocupado por 45 dias durante o verão. Em audiência de conciliação, em junho deste ano, a juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, da 13.ª Vara da Fazenda Pública, propôs que a Prefeitura, em vez de pagar pela área, concedesse títulos para as empresas Cyrela e Setin construírem a mais em outros empreendimentos. Elas também poderiam vender esse direito para outras empresas. Em troca, a cidade receberia o terreno do Parque Augusta. Segundo reportagem do O Estado de S. Paulo uma audiência para tratar do acordo está marcada para 22 de agosto.

Um parque representa uma área de convívio, lazer e entretenimento gratuito para todos os cidadãos.

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Um parque representa uma área de convívio, lazer e entretenimento gratuito para todos os cidadãos.

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Jornalista, editora do Catraquinha e mãe do Joaquim, de cinco anos.

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