Quando o assunto é o uso da tecnologia por crianças, muitos afirmam categoricamente que essa interação é nociva e pode prejudicar a infância. No entanto, um artigo do site Child in The City defende que essa vivência pode ser muito complexa e promover um brincar mais rico do que nunca.

Segundo o especialista Chris Martin, ainda há poucos estudos sobre o uso de smartphones e tablets feito por crianças de forma livre, em espaços externos, por exemplo. Isso porque muitas vezes usar um desses aparelhos ou brincar tradicionalmente nem sempre é uma escolha que os pequenos fazem, com frequência misturando as atividades.

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Tecnologia pode enriquecer o processo da brincadeira

Inclusive, algumas pesquisas citadas pelo artigo constataram que as crianças integram referências físicas e virtuais e o domínio on-line e offline em suas brincadeiras. Seus usos de tecnologia também variam de acordo com os espaços e as circunstâncias, e de acordo com quem estão e com o que estão fazendo.

O artigo diz, ainda, que, se as crianças parecem entediadas e mergulhadas em seus aparelhos, há grande chance de considerarem o ambiente em que estão e o que ele oferece entediante. Estudos atestam também que as crianças não acham que acessar a tecnologia é uma “brincadeira virtual” ou é pior do que brincar: para elas, isso é brincar também.

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