As crianças sempre encontram solução pra tudo, até para os maiores problemas da humanidade. E elas também são ótimas na inclusão e na aceitação das diferenças. Foi o que demonstrou essa turma, do segundo ano do ensino fundamental, na Escola Cresça, em Brasília.

Um dos alunos da classe, o pequeno Miguel Gadelha, tem Síndrome de Down e está fazendo um tratamento para exercitar a musculatura da boca. Por isso, ele precisa usar fitas coladas no rosto.

Assim, no primeiro dia que o menino chegou com a fita adesiva na escola, seus colegas foram falar com a diretora, Consuelo Carvalho, pedindo para que eles a usassem também.

A partir de agora, duas vezes por semana, quando Miguel tem suas aulas de fisioterapia, a turma toda também usa fitas de esparadrapo, que a professora Cynthia já deixa separadas.

Créditos: Reprodução/Facebook

As crianças quiseram usar a fita no rosto para ficarem igual ao colega, para que ele não se sentisse diferente.

Gestos simples podem fazer muita diferença. Com a atitude das crianças, o garoto passou a se sentir mais incluído e menos diferente. A escola publicou uma foto da turma e vem, desde então, emocionando pessoas do Brasil inteiro, inclusive o pai de Miguel, que é funcionário da escola e que só ficou sabendo depois de ver a foto.

“Esse é apenas um caminho, para que aprendam, desde cedo, a aceitar as diferenças” – diz a publicação, que é uma explosão de fofura. Para conferir, clique aqui.

Leia mais:

Acolhimento: vídeo explica a Síndrome de Down para as crianças

Generosidade: em atividade, crianças dividem lanche com colegas