Verão e férias juntos é mais que um convite para mergulhar, não é mesmo? Piscina, rio, praia, cada um dá o seu jeito para refrescar durante os dias quentes.

As crianças adoram, mas os cuidadores não podem bobear. Quando o assunto é água, a atenção precisa redobrar. O afogamento é a segunda causa de morte de crianças com até nove anos de idade no Brasil.

Uma notícia divulgada esta quarta-feira no G1, por Danilo Vieira,  reforçou a necessidade de respeitar as sinalizações que alertam para o risco de afogamento, que normalmente é causado por um fenômeno chamado "corrente de retorno".

Segundo os números da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, 17 pessoas morrem afogadas, em média, todos os dias no país e 44% ocorrem entre novembro e fevereiro.

No total, são 6 mil casos por ano e 49% dos óbitos ocorrem até os 29 anos. A grande maioria acontece em rios e corredeiras.

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Sem bobear: criança na água precisa de um adulto por perto e a regra, por segurança, é manter um braço de distância 

Para as crianças de até 9 anos o risco maior está nas piscinas e em casa. A orientação de cuidado é: quando estão se divertindo na água, cuidadores precisam ficar por perto e manter apenas um braço de distância dos pequenos.

“É muito comum uma cena assim, o pai na calçada e a criança na beira da água brincando. E quando eu me dirijo ao pai ele diz: 'Não, ele está seguro, eu estou olhando'. Só que o afogamento acontece num piscar de olhos. Não dá tempo de sair dali e tirar a criança”, disse David Szpilman, diretor médico da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático.

É como diz o conselho da avó, "com água não se brinca", a não ser que todos as precauções sejam tomadas.

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