Toda semana você deve ver circular na internet fotografias emocionantes de nascimento de bebês. Para muitas famílias que estão planejando o parto, contratar um fotógrafo profissional para registrar o dia é um item imprescindível da lista. Afinal, não há momento mais importante na vida dos pais. Não é mesmo?

Para atender essa demanda, vimos nas últimas décadas uma série de fotógrafas brasileiras que se especializaram em registrar nascimentos. Esta profissional é responsável pelas fotos que as famílias verão um milhão de vezes e que usarão para contar aos seus filhos como eles nasceram. Para conhecer um pouco mais sobre essa carreira, o Catraquinha conversou com a fotógrafa Line Sena.

Line tem 33 anos e mora em São Caetano do Sul, na grande São Paulo. Atualmente é membro da associação IAPBP ( Associação Internacional de Fotógrafos profissionais nascimento) e mãe de dois filhos.
Ela sempre gostou de fotografia e quando teve condições de comprar uma câmera, começou a estudar, ler livros, revistas, participar de workshops e mergulhar em todo conteúdo online que estivesse disponível.
“Comecei a fotografar quando já tinha um filho, tive meu parto fotografado e sabia desde o início que queria fotografar partos humanizados. Como já estava inserida nessa ‘tribo’, foi mais fácil me especializar”, conta.

Dicas para quem não tem fotógrafo

 Quando a família não contrata um fotógrafo, geralmente cabe ao pai essa função, mas ele estará muito envolvido emocionalmente para desempenhar esse papel.
Geralmente as fotos não ficam boas e o pai ainda fica sentindo-se culpado por estar fotografando ao invés de estar apenas junto com a mulher, ver e receber seu filho, simplesmente vivendo aquele momento tão único e especial. Enfim, não consegue fazer nem uma coisa nem a outra.
Por isso, a melhor dica é: não fotografe! E para não ficar sem nenhum registro, coloque a câmera em algum tripé ou qualquer outro apoio e deixe filmando.
Para contratar Line é necessário que a gestante esteja planejando um parto humanizado. “Parto humanizado não é parto domiciliar, não é parto na banheira, não é parto à luz de velas”, esclarece. Entende-se por parto humanizado o parto em que a mãe e o filho são tratados de maneira humana, quando a mulher tem seus desejos atendidos, sentindo-se confortável, confiante, segura e amparada. “Se a mulher sempre fosse tratada dessa forma, diferenciar o atendimento respeitoso como ‘parto humanizado’ seria ridículo, mas ao contrário disso, pelo menos 25% das mulheres relatam ter sofrido algum tipo de violência obstétrica e as intervenções médicas não têm real indicação, seguem protocolos desatualizados, que não são baseados em evidências científicas tornando o nascimento um ato puramente técnico”. (Leia aqui indicações reais e fictícias para a cesariana).

Segundo Line, infelizmente, mesmo numa metrópole como São Paulo, são poucos profissionais que trabalham de forma humanizada. “Por isso, para me contratar, a mãe precisa me dizer quem é a equipe que irá atendê-la, pois se o médico não for reconhecido pelo atendimento humanizado, eu não aceito o trabalho”, diz.

Para o movimento de humanização do nascimento o que pode contribuir para a mudança da assistência ao parto no Brasil é a informação e “Para fazer com que a informação chegue até essas mulheres o apelo visual de uma fotografia é extremamente relevante. Principalmente quando publicada em redes sociais, a fotografia chama muita atenção e junto com ela vem a informação que essas mulheres precisam”.

Abaixo Line indica o trabalho de outras profissionais brasileiras.

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Jornalista, editora do Catraquinha e mãe do Joaquim, de quatro anos.

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