Mulheres lésbicas que decidem vivenciar a maternidade com frequência enfrentam a invisibilidade e o preconceito dentro e fora de casa. É o que relata uma reportagem do portal UOL, de Daniela Carrasco. A matéria conta que faz parte da rotina dessas mulheres lidar com questionamentos como “Quem é o pai?”, “Como vai explicar ao seu filho que ele tem duas mães?” e “E a referência masculina?”.

A matéria informa também que, diante dessas dificuldades, crescem os grupos de Facebook para o acolhimento de mães lésbicas, e que, de acordo com o último Censo do IBGE, de 2010, hoje há 60 mil famílias homoafetivas no Brasil, 53,8% delas formadas por mulheres.

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Casais de mulheres lidam com preconceito dentro e fora de casa

Anna Karoline Silva, fotógrafa, é uma dessas mulheres. Ela e a ex-companheira fizeram uma inseminação artificial caseira com o sêmen de um amigo. Apesar de feliz, ela tem que enfrentar o preconceito da família: “Minha mãe sempre questiona meu interesse por mulheres e diz que me falta vergonha. É bem duro ouvir isso. Já teve tia me perguntando sobre como uma mulher é capaz de engravidar outra e lamentando o futuro da minha filha”, diz.

Já a agente de segurança pública Lorrane Figueiredo e a administradora Lidiane Faria, mães dos trigêmeos Benício, Samuel e Vicente, têm de lidar com questionamentos indelicados nas ruas, muitas vezes disfarçados de preocupação: “Quem é a mãe? Impossível serem as duas. Dois loirinhos e um moreninho? Esse deve ser a cara do pai. O que você vai dizer para eles no Dia dos Pais?”.

A matéria reforça que, mesmo que muitas pessoas indaguem a ausência de uma figura masculina, há no país 5,5 milhões de crianças sem pai no registro, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Leia a matéria na íntegra aqui.

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