Você já parou para pensar sobre como os primeiros anos do seu filho influenciarão o resto da vida dele?  O leite materno, a convivência com os pais, o vínculo, os ambientes, os movimentos, as brincadeiras, a alimentação. Todas as experiências vividas pelas crianças em seus primeiros anos de existência impactam sua vida adulta. Mas, com tempo de licença maternidade e paternidade que temos no Brasil, será possível para os pais acompanhar de perto este momento tão importante?

Para  trazer à tona essa discussão, o Catraquinha vai fomentar o debate a favor do aumento da licença maternidade e paternidade para todas as famílias com a campanha “Licença (M/P)aternidade”. A intenção é conscientizar a todos sobre a importância da presença dos pais nos primeiros momentos de vida do bebê e ao longo de toda a infância.

Até hoje, em âmbito nacional, foram apresentados cerca de 30 projetos de lei sobre o tema da licença maternidade e paternidade. Entre eles, o mais avançado é a PLC 14/2015, chamado  Marco Legal da Primeira Infância, uma série de medidas para promover o desenvolvimento infantil do zero aos seis anos de idade.

O texto, que estabelece a prioridade da primeira infância nos cuidados de saúde, alimentação, convivência familiar e comunitária, assistência social, meio ambiente e educação, segue agora para sanção presidencial. Entre os pontos de destaque, está a ampliação da licença-paternidade de cinco para 20 dias para funcionários de empresas inseridas no programa “Empresa Cidadã”.

Cinco dias é pouco

Estudos demonstram que o envolvimento do homem no exercício da paternidade e do cuidado ajuda as crianças a se desenvolverem, e tem sido associado a um maior desempenho escolar e melhor saúde mental de meninos e meninas.

O relatório "Situação da Paternidade no Mundo", desenvolvido pelo Instituto Promundo revela que a participação dos pais na criação e no cuidado com os filhos tem influência tanto na vida da criança quanto na da mulher e do próprio homem.

Além de que, a participação masculina resulta em maior igualdade de gênero e na possibilidade de as mulheres estarem mais ativas no mercado de trabalho.

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Toda criança tem direito a uma família presente!
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