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O Slow-Parenting busca uma rotina mais tranquila para pais e filhos

Em um mundo cada vez mais conectado e cheio de atividades, o mais comum de se encontrar são pessoas que reclamam da falta de tempo para cumprir tarefas, ou do cansaço devido à correria do dia a dia. Este comportamento acelerado causa consequências em toda a vida familiar, não só para os adultos, como também para as crianças.

A sociedade atual valoriza a velocidade e a quantidade, ou seja, busca cada vez mais pelo mais rápido e em maior número. Porém, uma consequência deste tipo de pensamento é a cobrança por ser o melhor sempre em mundo tão competitivo e em constante busca pela perfeição. Com isso, muitos pais, visando um futuro “promissor” nestes parâmetros, cobram em excesso de seus filhos, expondo-os à uma rotina intensa de atividades.

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Muitos pais, visando um futuro “promissor” nestes parâmetros, cobram em excesso de seus filhos, expondo-os à uma rotina intensa de atividades.

É aqui que entra o Slow-Parenting, um movimento iniciado a fim de diminuir o ritmo acelerado de pais e, consequentemente, reduzir a sobrecarga de afazeres dos filhos. Muito difundido nos Estados Unidos e na Europa, o movimento dos “Pais Sem Pressa” (livre tradução de Slow-Parenting) tem conseguido cada dia mais adeptos no Brasil.

Contrário à necessidade de pais que estabelecem uma rotina intensa e corrida às crianças, que muitas vezes nem conseguem acompanhar as exigências de horários e atividades da agenda, o movimento ressalta a importância de uma infância mais tranquila. Esta linha de educação visa a desaceleração dos pais, e consequentemente de seus filhos, para que as crianças possam explorar o mundo a seu tempo.

Movimento dos Pais sem Pressa defende a criação dos filhos sem pressão

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Movimento dos Pais sem Pressa defende a criação dos filhos sem pressão

Na intenção por oferecer melhores oportunidades, muitos pais antecipam descobertas de seus filhos. Ter uma agenda cheia de atividades não significa garantia de conseguir mais oportunidades futuras, pelo contrário, interfere no desenvolvimento da criança, gerando sentimentos como ansiedade, estresse e angústia.

O Slow-Parenting, que tem como um de seus precursores o jornalista escocês Carl Honoré, não prega o “ser lento, fazer devagar”, mas sim o “fazer menos” e encontrar o tempo certo para realizar determinadas atividades. O movimento defende a criação dos filhos com menos pressão e mais espaço e incentivo para que as crianças se desenvolvam sem pressa, nem antecipação.

Criança tem que ser criança, ou seja, tem que ter tempo livre, experimentar, se aventurar, se descobrir, conhecer o mundo e construir suas histórias. E isso deve ser respeitado e permitido pelos pais.

Com informações de A Crítica

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