Como integrar as crianças ao território a que pertencem e ensinar para além da escola, agregando aprendizados relacionados à alimentação, à cultura e ao respeito à terra? Uma escola em Camaçari, na Bahia, a Escola Comunitária Brincando e Criando, parece elaborar ótimas respostas para esses questionamentos.

De acordo com um relato publicado no site Centro de Referências em Educação Integral, a escola passou a integrar alunos e território primeiramente para repensar a alimentação das crianças. Inicialmente, a diretora da escola, Edna Matos, conta que se percebeu que os estudantes tinham uma alimentação baseada em produtos industrializados, portanto a lancheira vinda de casa se tornou vetada.

Créditos: iStock

Crianças da escola de Camaçari tinham hábito de comer muitos alimentos industrializados

Hoje, os alunos, que têm de três a cinco anos, são levados para conhecer os mercados da região, com suas frutas, verduras e outros alimentos naturais. Também são conduzidos a visitar terras cultivadas pelos agricultores familiares que produzem aquilo que eles comem. Outra diferença na questão da merenda é que os pequenos é que se servem e elegem aquilo que vão comer.

O território é integrado também em outros tipos de atividades. Pelo menos uma vez por semana, as crianças também desenvolvem alguma ação pelo bairro, assim como a comunidade é convocada a participar da vida escolar. Segundo Edna, pelo fato de o bairro ficar em uma zona pobre da cidade, muitos alunos tinham vergonha de dizer onde moravam. Assim, essas ações são importantes para que os pequenos possam valorizar mais o entorno.

Créditos: iStock

Escola na Bahia integra crianças ao território para falar de alimentação saudável

Entre as atividades, os alunos passaram a coletar materiais recicláveis no bairro para criar obras de arte, que depois são expostas e mostradas a toda a comunidade.

Leia o artigo na íntegra.

Leia mais:

Paralapracá propõe escola aberta ao território para garantir educação infantil de qualidade

"Território do Brincar”: as brincadeiras das crianças brasileiras