As mulheres, desde cedo, são expostas a diversos padrões de beleza: de cor de pele, de cabelo, altura, peso, dentre outros. Ensinar as meninas que elas devem valorizar seus tipos físicos e suas particularidades é uma tarefa difícil, mas necessária.

O site Parentalidade Digital traduziu um texto sobre o assunto, publicado por Kasey Edwards no Daily Life, que já começa com a seguinte frase: “minha mãe passou toda a sua vida a acreditar que estava gorda e odiando-se por isso. O seu maior desejo era poupar-me desse destino”.

Créditos: iStock

É importante que não sejam impostos padrões e comportamentos em relação à alimentação e peso às meninas, porque isso pode levá-las a problemas alimentares.

A ideia é mostrar maneiras de como NÃO falar com as garotas sobre peso, de modo a entendermos o quão impactante e prejudicial pode ser para elas uma abordagem inadequada sobre o tema.

Diferente de como agia em relação aos irmãos, a mãe de Kasey acompanhou de perto o desenvolvimento do corpo e o apetite da filha, e falava constantemente sobre os perigos do aumento de peso. “Com as melhores intenções”, como ela ressalta.

“Ela não percebeu que estava me impondo o que tanto tentava evitar: o ódio do corpo”, continua a autora. Assim, ela fala sobre como a ideia de que para ser feliz é preciso obedecer a determinados padrões, independente do peso que se tenha, e que isso cria uma insegurança nas garotas.

Então, Kasey faz uma declaração profunda e muito verdadeira: “o ódio ao corpo não é sobre como você se vê, é sobre como você se sente quando se vê”.

E continua: “Entrevistei mulheres com corpo de supermodelo que detestam os seus corpos e estão obcecadas com a perda dos ‘últimos cinco quilos’. E eu conheço mulheres com corpos maiores do que eu, que não têm um pingo de ódio do seu corpo”.

Foi assim que, diante das próprias experiências e das histórias de outras mulheres, ela resolveu fazer diferente com as filhas – uma tem cinco e a outra nove anos, para que elas não fossem colocadas diante de imposições de beleza, muitas vezes inalcançáveis.

Créditos: iStock

Reprimindo as meninas, os pais podem conduzi-las a transtornos alimentares ou fazer com que elas passem a odiar os próprios corpos.

Confira abaixo algumas dicas de como NÃO falar com as meninas sobre peso:

  • Nunca fale sobre o peso

Eu nunca falo sobre o meu peso ou de qualquer outra pessoa na presença de minhas meninas. Quando as pessoas falam de peso na frente das minhas meninas, faço o meu melhor para neutralizá-lo – é apenas mais uma parte da rica tapeçaria da vida. Eu quero que eles entendam que o peso de uma pessoa é tão sem relação com a autoestima quanto a sua altura.

  • Nunca fale sobre alimentos em termos de calorias ou o que está engordando

Quando falamos de comida, falamos sobre seu valor nutricional. A minha Violet, de cinco anos, entende que precisa comer uma variedade de alimentos todos os dias. Alguns alimentos a fazem crescer, correr rápido e levantar coisas pesadas. Outros a ajudam a aprender e impedem que ela fique doente. E alguns são apenas gostosos.

  • Não há alimentos proibidos

Eu não proíbo quaisquer alimentos porque não quero criar um “comedor às escondidas” ou criar qualquer tipo de associações boas/más com a comida. Violet entende que pode comer alimentos processados algumas vezes, porque sabem bem e fazem parte de rituais sociais (como um bolo de aniversário), mas eles não ajudam o seu corpo a crescer. Se ela comeu muito bolo, então ela não seria capaz de comer todos os outros alimentos que seu corpo precisa.

Créditos: iStock

A autora do texto dá algumas dicas, dentre elas, que os pais não proíbam alimentos. Assim, evitam que as crianças comam escondido.

Para conferir todos os conselhos de Kasey, clique aqui e leia o post completo do Parentalidade Digital.

“As indústrias de dieta, beleza e cirurgia plástica são magistradas no cultivo da insegurança em meninas e mulheres. Mas não me vou render sem luta”, conclui a escritora, deixando para as mães um alerta sobre a insegurança das filhas. É preciso agir.

Leia mais:

Educar para a igualdade: 23 coisas para dizer às meninas

Formação da autoestima: as redes sociais oferecem perigo?